quinta-feira, 8 de setembro de 2016


Polícia prende um dos bandidos mais perigosos da Bahia

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (7), Franklin Costa Araújo, 41 anos, no povoado de Ipanema, município de América Dourada (distante 430 km de Salvador). Ele tinha mandado de prisão expedido por conta de envolvimento em sequestro ocorrido na cidade de Lapão este ano, quando um empresário foi mantido em cativeiro e liberado após o pagamento de R$ 200 mil. Na ficha criminal dele constam homicídios, sequestros, assaltos a bancos e tráfico de drogas.
Parceiro do criminoso José Francisco Lumes, mais conhecido como 'Zé de Lessa' ('Três de Ouros' do Baralho do Crime, da Secretaria da Segurança Pública), Franklin praticava homicídios, sequestros (modalidade 'sapatinho'), assaltos a bancos e tráfico de drogas na região de Irecê. Foi preso pela primeira vez em março de 2004 e liberado em agosto do mesmo ano. Em 2005, foi capturado novamente e encaminhado para o sistema prisional, onde em 2007, beneficiado com a progressão da pena do regime fechado para o semiaberto, fugiu. No mês de julho de 2008, as forças de segurança do estado voltaram a prendê-lo.
Franklin, que possui na comarca de Irecê mais uma ação penal, foi trazido para Salvador e prestou depoimento na Coordenação de Operações Especiais (COE), nas imediações do Aeroporto Internacional de Salvador, sendo posteriormente encaminhado para o sistema prisional.

POLÍCIA CIVIL CONFIRMA PRISÃO DE ELEMENTOS SUSPEITOS DE DUPLO ASSASSINATO EM PETROLINA


Assim que as emissoras de rádio divulgaram a prisão de dois elementos suspeitos de serem os responsáveis pelos assassinatos das duas jovens de 19 anos, Taiane de Souza Costa e Bruna Souza Torres, mortas na manhã da última segunda-feira (05), em Petrolina, cresceu assustadoramente a movimentação em torno da Delegacia de Policia, no bairro Ouro Preto. Com isso, a Polícia Civil de Pernambuco se apressou em divulgar imediatamente uma nota oficial sobre o caso. Confira:
A POLÍCIA CIVIL através de Equipes Policiais Civis da 25° Delegacia de Homicídio e da 26° Delegacia Seccional da Diretoria do Interior-2/Sertão, em Petrolina, prenderam na madrugada desta quinta-feira (08), dois suspeitos de praticarem o duplo homicídio das jovens Taiane e Bruna no dia 05 de setembro passado em Petrolina.
Os presos são Lindolfo Nunes da Silva, 40 anos e Lucas Conceição Santos, 38 anos. Um dos suspeitos já confessou o crime com riquezas de detalhes e as ouvidas continuam quanto ao segundo.
Maiores detalhes e motivação do crime serão REPASSADAS APENAS durante coletiva de imprensa a ser realizada nesta sexta-feira (09), em hora e local a ser definidos até a tarde desta quinta-feira.
ASCOM PCPE - RECIFE



Aliados abandonam Cunha em processo de cassação


Renato Costa/Folhapress
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) durante reunião da CCJ da Câmara


Grupos significativos do chamado "centrão" decidiram não participar da tentativa de salvar o mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o que reforça a tendência de que ele tenha o mandato cassado na votação prevista para a noite de segunda (12).
O "centrão" formava, com o PMDB, a base de sustentação de Cunha, que está afastado do mandato desde 5 de maio por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
Líderes de dez partidos políticos (PT, PSDB, PSB, DEM, PRB, PDT, PC do B, PPS, PSOL e Rede), que reúnem 238 deputados, já haviam afirmado à Folha que suas bancadas votarão em peso pela cassação de Cunha, apenas 19 votos a menos do que o mínimo exigido para a punição (257 dos 511 votos possíveis).
Os maiores partidos do "centrão" são o PP (47 cadeiras), o PR (42), o PSD (35), o PRB (22) e o PTB (18). O PRB já declarou apoio ao parecer do Conselho de Ética pela cassação de Cunha.
A Folha apurou que PR e PSD caminham em sentido similar. Não haverá decisão uniforme, mas a tendência é a de que a maior parte dos parlamentares dessas siglas votem contra o ex-aliado.
O PSD do ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) teve o apoio extraoficial de Cunha na disputa pela presidência da Câmara, em julho, quando Rogério Rosso (DF) foi derrotado por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Entretanto, o partido já havia votado em peso contra o peemedebista no recurso em que ele tentava anular, na Comissão de Constituição e Justiça, seu processo de cassação.
O PR tem em suas fileiras alguns dos principais aliados de Cunha, como João Carlos Bacelar (PR-BA) e Wellington Roberto (PB), mas grande parte da legenda se distanciou do deputado afastado durante a disputa pela presidência da Câmara.
No primeiro turno da eleição, esse grupo apoiou a candidatura de Fernando Giacobo (PR-PR) e, no segundo turno, a de Rodrigo Maia.
A tendência é a de que haja votos pela cassação também no PP, PTB e PMDB (a maior bancada da Casa, com 66 cadeiras), mas em menor escala –a não ser que até segunda a percepção da cassação se consolide entre os deputados, o que criaria uma onda contra o peemedebista.
A perspectiva de vitória ou derrota é um fator que tradicionalmente influencia o voto dos parlamentares. É possível perceber isso na própria tramitação do processo de cassação contra Cunha.
No Conselho de Ética, onde o resultado foi uma incógnita até o minuto final, houve a aprovação do parecer pela cassação por estreita margem, 11 votos a 9.
Já na análise do recurso em que ele pedia a anulação do processo na CCJ, os próprios aliados reconheciam a derrota com antecedência. Com isso, o resultado foi largo –48 votos a 12 contra Cunha.
Entre deputados, há ainda o temor de que a ausência ou o voto favorável ao peemedebista os prejudique nas eleições de outubro.
Mesmo que vários deles não sejam candidatos, praticamente todos estão envolvidos na campanha de aliados.
Dos 18 líderes de bancadas ouvidos pela Folha durante esta semana, por exemplo, nenhum declarou voto favorável a Cunha.
OFENSIVA
Apesar do cenário desfavorável, Cunha e aliados mantêm a pressão para evitar a cassação. A primeira movimentação desse grupo foi para esvaziar a sessão. Ausências e abstenções contam como voto a favor de Cunha.
Nos últimos dias, porém, aliados afirmam que vão tentar aprovar uma pena mais branda, a suspensão do mandato por seis meses.
Essa mudança não tem respaldo legal, diz a área técnica da Câmara. Rodrigo Maia irá, então, rejeitar essas manobras, mas a palavra final caberá ao plenário. Ou seja, para fazer valer essa tese, os aliados de Cunha precisam comparecer à sessão em maior número do que os favoráveis à cassação.
A votação de segunda, que começa às 19h, é aberta. O próprio Cunha poderá comparecer à sessão para se defender das acusações.
Se cassado, ele ficará inelegível até janeiro de 2027, quando terá 68 anos.
O peemedebista enfrenta o processo de cassação desde novembro do ano passado, por ter omitido de seus colegas a existência de contas no exterior vinculadas a ele.
Cunha também é réu em dois processos e alvo de outras investigações no STF, sob a acusação ou suspeita de ser um dos principais integrantes do esquema de corrupção na Petrobras.

Protestos marcam Dia da Independência em todo o país

O 7 de Setembro foi marcado por protestos em todo o país. O Grito dos Excluídos, manifestação tradicional da data, registrou, até agora, atos em 19 cidades, sendo 14 capitais. A estimativa da organização, antes dos atos, era protestos em 23 estados e no Distrito Federal. A coordenação nacional do Grito informou que ainda está […]
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Mulheres dão o tom na percussão durante o Grito dos Excluídos no Recife Sumaia Villela/Agência Brasil
O 7 de Setembro foi marcado por protestos em todo o país. O Grito dos Excluídos, manifestação tradicional da data, registrou, até agora, atos em 19 cidades, sendo 14 capitais. A estimativa da organização, antes dos atos, era protestos em 23 estados e no Distrito Federal. A coordenação nacional do Grito informou que ainda está recebendo informações dos organizadores locais para saber se a expectativa se concretizou.
Além da pauta habitual, de defesa dos direitos sociais, os pedidos de eleições diretas e de saída do presidente Michel Temer dominaram os protestos. Em algumas cidades, manifestações contrárias a Temer se juntaram às atividades programadas pelo Grito dos Excluídos – caso de Brasília.
A coordenação nacional do Grito confirma, por enquanto, protestos em 14 capitais: Belo Horizonte, Teresina, Belém, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Aracaju, Maceió, Fortaleza, Recife, Curitiba, Salvador, Porto Alegre e Boa Vista. Segundo o movimento, no interior, houve manifestações nas cidades de Montes Claros e Governador Valadares, em Minas Gerais, Sorocaba, em São Paulo, Juazeiro do Norte, no Ceará, e Garanhuns, em Pernambuco.
Os repórteres e correspondentes da Agência Brasil acompanharam os protestos em sete capitais:
Brasília
Em Brasília, um protesto contra o presidente Michel Temer convocado pelas redes sociais uniu-se ao Grito dos Excluídos. O grupo marchou entoando palavras como “Eu já falei, vou repetir, é o povo que tem que decidir”, defendendo a escolha popular dos governantes.
Os manifestantes também criticaram a reforma da Previdência e a proposta de fixação de um teto para o reajuste orçamentário, contida na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, no auge da manifestação, havia cerca de 2,7 mil participantes. Para os organizadores, eram 10 mil.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o ato do Grito dos Excluídos ocupou cerca de 1 quilômetro de uma das pistas da Avenida Presidente Vargas, e a marcha percorreu cerca de 2 quilômetros até a Praça Mauá.
A manifestação, que tradicionalmente defende direitos sociais, ganhou novas bandeiras com a adesão de grupos contrários ao impeachment de Dilma Rousseff e favoráveis à saída do presidente Michel Temer.
Na capital paulista, o protesto chamou a atenção para os problemas do capitalismo, tema da edição do Grito dos Excluídos deste ano. A marcha foi pacífica e não houve incidentes. Em alguns momentos, os participantes gritaram palavras de ordem contra o governo Temer.
Belo Horizonte
O ato do Grito dos Excluídos no centro de Belo Horizonte converteu-se em um protesto contra o governo de Michel Temer. Contrários ao processo que levou ao afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, eles pediam a convocação de eleições diretas.
A organização estimou em 10 mil pessoas o número de participantes no ato. A Polícia Militar informou que não faz estimativa de participantes.
Porto Alegre
A marcha do Grito dos Excluídos na capital gaúcha partiu da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que estava ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após o protesto, o grupo desmobilizou a ocupação, que ocorria também no Ministério da Fazenda.
A maioria dos participantes era composta por integrantes do MST. Havia ainda membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimentos negros, feministas e LGBT. Representantes dos bancários, em greve nacional desde ontem (6), também acompanharam a caminhada.
Salvador
Na capital baiana, o protesto teve participação de representantes de movimentos sociais e religiosos e de centrais sindicais. Durante a passeata, em tom crítico, líderes e coordenadores do Grito dos Excluídos manifestaram-se em um carro de som contra o atual governo e a situação social e política do Brasil.
Segundo os organizadores, mais de 15 mil pessoas participaram do ato de hoje. A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de participantes.
Recife
No Recife, o Grito dos Excluídos também uniu a tradicional pauta de demandas por direitos sociais, respeito aos direitos humanos e reformas estruturais ao pedido pela saída do presidente Michel Temer do poder. O grupo criticou, ainda, mudanças defendidas publicamente pelo governo Temer.

Inclusão e vaias a Temer marcam cerimônia de abertura da Paralimpíada do Rio-2016

por Marcio Dolzan e Roberta Pennafort | Estadão Conteúdo
Inclusão e vaias a Temer marcam cerimônia de abertura da Paralimpíada do Rio-2016Foto: Reprodução / G1 Rio
Com mensagens de inclusão e demonstrações de superação dos limites do corpo humano, a cerimônia de abertura da Paralimpíada do Rio-2016, realizada em um estádio do Maracanã cheio, foi mais simples do que as festas que iniciaram e encerraram a Olimpíada, no mês passado, mas rica em entusiasmo e em momentos tocantes. Ao declarar abertos os Jogos Paralímpicos, o presidente Michel Temer (PMDB) foi bastante vaiado. Pouco antes do início da festa, parte do público já havia gritado "Fora Temer". Nenhum chefe de Estado estrangeiro compareceu no Maracanã. Na parte final da cerimônia, o público vaiou muito após Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador Rio-2016, agradecer aos governos federal, estadual e municipal. Nuzman precisou interromper seu discurso. Aos poucos, as vaias se transformaram em aplausos e o dirigente, então, retornou o discurso após cerca de um minuto. Criada pelo trio formado por Vik Muniz (artista plástico), Marcelo Rubens Paiva (escritor) e Fred Gelli (designer), a festa começou com um vídeo. O protagonista foi Sir Philip Craven, medalhista paraolímpico britânico do basquete nos anos 1970 e hoje presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). Craven, no vídeo, viajou com sua cadeira de rodas até Belém e em seguida para o Rio, em um breve passeio pela cultura brasileira. Foi um recurso simpático, seguido de um grande momento: a descida em alta velocidade do atleta radical e cadeirante Aaron Wheelz em uma rampa de 17 metros. Outro ponto alto foi a execução do Hino Nacional pelo maestro e pianista João Carlos Martins, que não usa todos os dedos para tocar por causa de uma sequência de atrofias e paralisias. A bandeira do Brasil foi formada por voluntários com adereços nas cores nacionais. Embalado por Monarco da Portela, pastoras da escola, Maria Rita, Diogo Nogueira, Hamilton de Holanda, Pretinho da Serrinha e Xande de Pilares, com clássicos como "A voz do morro" (Zé Keti) e "O campeão" (Neguinho da Beija-Flor), o segmento dedicado à roda tratou da importância desta invenção para toda a humanidade, não só para cadeirantes. A praia foi retratada como espaço democrático, onde se pratica surfe, "altinha", stand-up paddle e frescobol. Projeções transformaram o palco em um grande mar azul, com a aparição, também projetada, do nadador paralímpico Daniel Dias. Em ordem alfabética, os cerca de 4.300 atletas de 23 modalidades e 160 delegações formaram in loco uma obra interativa de Vik Muniz, um grande quebra-cabeças com seus rostos estampados nas peças que no fim formaram um grande coração. Os organizadores esperam que o sucesso e a audiência da abertura alavanque a venda de ingressos para as competições, que vão desta quinta-feira ao próximo dia 18. Ainda resta por vender cerca de 1 milhão de entradas, de um total de 2,4 milhões de ingressos.